A tecnologia, ao contrário do que se supõe, não é benéfica e menos ainda danosa por si só. Ela é o que é, apenas um mecanismo que facilita ações humanas. Essas, sim, podem ser julgadas. É possível avaliar tal aspecto pensando, por exemplo, em uma faca: tecnologia já dominado há muito por seres humanos. Ela serve para simplificar o trabalho braçal, para ajudar no preparo de alimentos, para facilitar a colheita. É possível, também, usá-la para a prática de crimes diversos, inclusive o assassinato. A culpa seria, então, dela? Racionalmente, diz-se que não. Há falha humana no processo.
Durante séculos e séculos, as ações humanas mostram-se potencializadas pelo uso tecnológico. Nesse contexto, pode-se observar, por exemplo, o processo de produção agrícola. O homem deixou de ser nômade quando conseguiu, de maneira verdadeiramente eficaz, produzir seu alimento em um lugar fixo. Arado, enxada, pás, encanamento, irrigação: todas tecnologias que possibilitaram tal façanha. Devido a elas e muitas outras, superou-se a fome em diversos países, venceu-se a desnutrição em muitos outros, aumentou-se a expectativa de vida, melhorou-se a comunicação. Quando usada de maneira adequada, os utensílios supracitados são sinônimo de progresso.
Por outro lado, Richard Buckminster Fuller – escritor e inventor –, afirma: “A humanidade está adquirindo toda a tecnologia certa por todas as razões erradas”. Nesse bojo, há centenas de exemplos danosos, sendo mais evidente o uso dos facilitadores nos tempos de guerra. Armas de fogo, granadas, mísseis, gás sarin... todos visam à morte. Porém, obviamente, a culpa é humana. Utiliza-se os meios certos para fins enganosos. A tecnologia nuclear, nesse ponto, é notória. Serve para gerar energia, emprego e evolução; pode-se, também, destruir vidas e cidades inteiras. Observa-se, então, que os humanos subvertem a sua própria criação.
Infere-se, portanto, que os aparatos tecnológicos são neutros, sendo criados e usados por humanos degenerados ou com boas intenções. Assim, cabe a todos julgar e fiscalizar como e o que é desenvolvido. Desta forma, alcançar-se-á uma sociedade menos nociva.
Saiba mais:
Black Mirror – série que aborda os usos da questão tecnológica.
O que é tecnologia?



Concordo com esse pensamento: "Há falha humana no processo." Foi muito bem colocado.
ResponderExcluirSobre a série black mirror, assisti alguns episódios e fiquei "paranoica" rs.
Até hoje meu notebook tem um papelzinho colado na webcam. kkkk
A série aborda muito bem essas questões tecnológicas.
Lembro um episódio muito interessante em que a moeda de comércio era o status nas redes sociais.
comentado by: teclacomigo
Esse episódio da moeda ser o status nas redes é realmente assustador. É uma série que assombra, mas que apresenta muitos pontos interessantes.
ExcluirInteressante mesmo é observar como toda criação humana se adéqua a personalidade circular do criador. O homem não sendo somente bom ou mal, acaba por adaptar toda sua criação a sua realidade e interesses. Isto é fato.
ResponderExcluirPerfeito! Concordo plenamente com você. O criador molda a criatura ao seu favor.
ExcluirExcelente artigo e contribuição.
ResponderExcluirAgradeço o comentário.
ExcluirMuito legal esse texto!!! É bem atual!!!Acredito que a tecnologia ela pode ser benéfica quando atribuímos uma função positiva a ela.Se utilizada para o mal,perde suas características benéficas.Saber se ela é boa ou ruim, depende de como a usufruímos.
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